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Suécia decide importar lixo para suprir demanda energética

  • majutavares
  • 19 de nov. de 2019
  • 1 min de leitura

Enquanto a maior parte dos países do mundo não sabe o que fazer com seus resíduos, a Suécia quer comprar mais. O fato inusitado ocorreu após a constatação de um "problema": devido ao eficiente modelo de reciclagem e aproveitamento de resíduos adotado no país, as usinas geradoras de energia elétrica e térmica a partir da incineração de lixo ficaram sem "matéria-prima". A solução foi efetuar a compra anual de 800 mil toneladas de lixo de países vizinhos.

As usinas de incineração suecas permitem responder a 1/5 das necessidades do sistema de aquecimento de prédios de habitação e edifícios comerciais do país, para além de fornecer eletricidade a 250 mil lares.

A reciclagem na Suécia é tão eficiente que apenas 4% do lixo produzido no país é enviado para aterros sanitários. Os outros 96% são reciclados ou então processados e incinerados para virarem energia.

Os subprodutos do processo, como cinzas que contêm dioxinas e metais pesados, são separados e aterrados posteriormente.

Atualmente, a Noruega é a principal fornecedora de resíduos à Suécia. Os noruegueses pagam pelo serviço de incineração e recebem os subprodutos de volta.

Espera-se que países como Itália e Romênia, que não têm reciclagem muito desenvolvida, enviem seu lixo para as usinas suecas. No entanto, os próprios administradores das tecnologias do país consideram que a incineração não é uma solução a longo prazo. Segundo eles, é preciso desenvolver cada vez mais as possibilidades de reciclagem dos itens.



 
 
 

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