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Quênia instala usina solar que transforma água do oceano em potável

  • majutavares
  • 16 de out. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualmente, estima-se que 28% da população mundial não possui o devido acesso à água potável, apesar da constituição de 71% de água em nosso planeta.

Um grande desafio: como transformar a água do mar, demasiadamente salgada, em potável?

Em uma pequena cidade do Quênia, no leste da África, começou a funcionar uma estação de tratamento que usa a energia do Sol para converter a água salgada em doce. A inovadora instalação foi desenvolvida pela ONG GivePower.

O plano piloto tem melhorado a vida dos moradores de Kiunga, uma pequena cidade do país africano, que faz fronteira com a Somália, no chifre continental. A ONG procura reproduzir a tecnologia em outras partes do planeta.


As condições são ainda mais precárias na África Subsaariana. É por isso que a região foi escolhida para instalar a primeira usina solar que transforma a água salgada do Oceano Índico em potável. Ela está em operação desde o ano passado.


Com o sucesso do protótipo, a organização está planejando replicá-lo em outros países, como o Haiti e a Colômbia.

"Uma usina de dessalinização típica consome uma quantidade enorme de energia e o processo é caro. Ela só pode operar em vastas áreas com distribuição constante de energia para operar".

A GivePower resolveu esse desafio usando uma tecnologia chamada “fazendas solares de água” (tradução livre para ‘solar water farms’), que envolve a instalação de painéis solares que podem produzir até 50 quilowatts de energia, baterias Tesla de alto desempenho para armazená-lo e duas bombas hídricas que operam 24 horas por dia.

O sistema pode gerar água potável para 35 mil pessoas diariamente. Além disso, de acordo com a GivePower, a qualidade da água é superior a de uma usina de dessalinização típica. Mais: o impacto ambiental é consideravelmente menor do que o método tradicional, que descarta os resíduos salinos – nocivos para animais e plantas – de maneira irregular.

Após alguns meses de chuvas e tempo úmido, a região de Kiunga seca rapidamente, obrigando seus 3,5 mil moradores a viajarem por quilômetros em busca de água.

Segundo o portal Brightside, a fonte mais próxima disponível até então era a mesma que os animais costumam usar para tomar banho: uma poça cheia de poluentes e parasitas causadores de doenças, como a cólera.


Ciente deste desafio, a GivePower já começou a instalar painéis solares em mais de 2.500 escolas, empresas e instituições filantrópicas em 17 países, e está arrecadando dinheiro para financiar a construção de “fazendas solares de água” em países subdesenvolvidos que enfrentam a seca, de modo a melhorar a saúde e qualidade de vida dessas populações.








 
 
 

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