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Protagonismo brasileiro na COP 25

  • majutavares
  • 17 de dez. de 2019
  • 2 min de leitura

A 25ª Conferência do Clima (COP 25) da ONU, terminou dia 15, em Madri, após dois dias de atraso com negociações travadas. Ao fim, os quase 200 países participantes concordaram em apresentar "compromissos mais ambiciosos" para reduzir as emissões de gases poluentes – mas os detalhes destes compromissos só serão definidos na próxima conferência, que deverá ocorrer em Glasgow, na Escócia, em novembro de 2020.

Em um ano em que o avanço do desmatamento e queimadas na Amazônia repercutiram na mídia internacional, o Brasil teve uma representatividade menor, enviando uma delegação sem representantes da sociedade civil. Além disso, observadores dizem que o país contribuiu para os impasses da conferência, principalmente sobre o mercado de créditos de carbono.

Ao fim do evento, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que “a COP 25 não deu em nada”.

5 pontos positivos

-Existência do 'Brazil Climate Action Hub' (estande organizado pelo ICS e IPAM onde governos, sociedade civil, parlamentares e setor empresarial podem promover discussões sobre soluções e desafios da ação climática).

-Parlamentares e governos estaduais da Amazônia presentes (demonstra que o Congresso e governadores da Amazônia estão comprometidos com a agenda ambiental).

-Sociedade civil e cientistas presentes

-Protagonismo indígena (apontaram demandas nas negociações).

-Diplomatas brasileiros nas negociações (qualificados, porém isolados pelo Ricardo Salles).

5 pontos negativos

-Perda de protagonismo do Brasil (Perdeu a chance de presidir as negociações dessa COP, ao cancelar a realização da conferência no Brasil).

-Fechamento ao credenciamento da sociedade civil (O Itamaraty não concedeu pela 1a vez em pelo menos 12 anos). -Isolamento do país em pontos polêmicos (Mercado de carbono- pouca disposição em negociar metas mais pro-ativas, e "dicotomia" entre cobrar que países dessem recurso para a preservação da Amazônia enquanto o desmatamento no bioma cresce).

-Prêmio 'Fóssil Colossal' (reconhecimento simbólico e não oficial por ações prejudiciais ao meio ambiente). -Isolamento nas negociações (resistência do governo brasileiro ao se opor ao diálogo sobre clima e oceanos e clima e solo à vista dos relatórios do IPCC).


 
 
 

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