Líquens: bioindicadores de poluição
- majutavares
- 2 de abr. de 2020
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Os líquens são formados pela associação mutualística entre fungos (geralmente ascomicetos) e algas (geralmente cianofíceas) ou cianobactérias. Nessa relação mutualística, as algas produzem, através da fotossíntese, substâncias orgânicas que são utilizadas pelo fungo, enquanto o fungo dá às algas proteção e um ambiente adequado para seu desenvolvimento. Na associação com cianobactérias pode haver aproveitamento do nitrogênio atmosférico como alimento.
Os líquens são organismos que resistem a mudanças de temperatura, ao sol forte e à falta de água, e por isso são seres que habitam as mais diversas regiões do planeta. No entanto, os líquens são extremamente sensíveis à poluição, sendo considerados bioindicadores de poluição. O ar poluído costuma carregar poeira e água da chuva com dióxido de enxofre e excedentes de gás carbônico, além de outras toxinas. Essa combinação é fatal para os liquens, ou seja, a inexistência deles aponta para poluição ambiental nos arredores.
A coloração, outra característica importante dos líquens, é definida pelos pigmentos fotossintéticos dominantes presentes nas algas e cianobactérias. Embora os mais comuns sejam verdes, acinzentados e marrons (principalmente quando a relação simbiótica do fungo ocorre com cianobactérias), existem líquens vermelhos, amarelos e laranjas.
Pode-se dizer que eles são organismos pioneiros, pois degradam rochas e auxiliam na formação do solo, criando condições para que outros seres vivos também se instalem no local. Como apresentam nutrição independente do substrato, eles podem ser encontrados em rochas, folhas, no solo, troncos e galhos de árvores, barrancos, etc.




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