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Cooperativa de reciclagem sente reflexos da pandemia

  • majutavares
  • 24 de abr. de 2020
  • 1 min de leitura

Por não conseguirem vender materiais coletados, uma cooperativa de reciclagem de São Miguel Arcanjo (SP) paralisou as atividades por causa da pandemia da Covid-19.

A Cooperarcanjo funciona há 10 anos na cidade e tem em média 13 catadores cadastrados. Antes da pandemia de coronavírus, a cooperativa vendia mais de 20 toneladas de materiais por mês, mas atualmente nenhum caminhão chega ao local.

Segundo José Carlos Moisés, presidente da cooperativa, a situação ficou ainda mais crítica com a suspensão do repasse liberado pela prefeitura, que é feito quando a cooperativa recolhe 26 toneladas de materiais.


"Não conseguimos fazer a coleta por causa da quarentena. Estamos preocupados porque não temos a quantidade de 26 toneladas para a prefeitura repassar o dinheiro para nós. Se não tivermos esse peso, estamos fora do contrato", diz.


A prefeitura informou à TV TEM que a cooperativa tem sofrido com os reflexos do coronavírus e há um convênio que funciona a partir da comprovação de um número mínimo de materiais recolhidos e reciclados. Um dos pontos, ainda de acordo com a prefeitura, é a obrigatoriedade de coleta em 100% do perímetro urbano e rural do município.

A TV TEM questionou se a prefeitura foi notificada e se o repasse será feito mesmo que os cooperados não atinjam a meta de 26 toneladas, mas não obteve retorno.




 
 
 

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