Cidades inteligentes
- majutavares
- 3 de fev. de 2020
- 2 min de leitura
As cidades inteligentes, ou Smart Cities, são aquelas que utilizam a tecnologia para promover o bem-estar dos moradores, o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, melhorar a sustentabilidade.
Mas engana-se quem pensa que a única preocupação de uma smart city é o desenvolvimento tecnológico. Essas ações podem acontecer em vários setores como planejamento urbano, habitação social, energia, mobilidade urbana, coleta de lixo, controle da poluição do ar, entre outros.
E porque falar sobre smart city é tão importante? A população mundial chegará a 8,6 bilhões em 2030, e esse crescimento exige que as autoridades pensem na estruturação das cidades para oferecer qualidade de vida e evitar problemas sociais e econômicos.
De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, 9 variáveis podem indicar o nível de inteligência de uma cidade. São elas:
-Capital humano
-Coesão social
-Economia
-Meio ambiente
-Governança
-Planejamento urbano
-Alcance internacional
-Tecnologia
-Mobilidade e transporte
Como as cidades inteligentes são criadas? Existem duas formas: a primeira é investir em cidades planejadas e incluir em seu planejamento prévio tecnologias e ações sustentáveis.
A segunda é reavaliar os processos das cidades já existentes e identificar as melhorias que podem ser realizadas de acordo com as necessidades dos moradores e do local.
Cidades inteligentes no mundo
Songdo (Coreia do Sul)
Songdo é uma das maiores referências quando falamos de cidades inteligentes. Ela foi planejada pensando totalmente na tecnologia e sustentabilidade.
Seus edifícios são conectados a sistemas que possibilitam o monitoramento da energia e alarmes de incêndio, reduzindo o custo com manutenção e otimizando o uso.
Outro exemplo de inovação da smart city é o pneumático, um sistema localizado em todos os apartamentos. Os resíduos jogados ali vão direto para a central de coleta de lixo.
Dessa forma, caminhões não precisam circular pelas ruas. Além disso, os detritos são utilizados para abastecer incineradores que geram energia para a smart city.
Barcelona (Espanha)
Assim como Songdo, a cidade espanhola também investe na gestão de resíduos. Escotilhas foram espalhadas pela smart city e recolhem o lixo de hora em hora durante os 7 dias da semana.
Esse material viaja até 70 km/h em uma tubulação que fica a 5 metros da superfície. Ao chegar no centro de coleta, o lixo é separado entre material reciclável e orgânico. Esse último é transformado em combustível para gerar eletricidade para a smart city.
Copenhague (Dinamarca)
A capital dinamarquesa tem uma das políticas urbanas mais avançadas do mundo, com destaque para a sustentabilidade.
A smart city tem 400 km de ciclovias, a mais movimentada tem cerca de 40 mil passagens de ciclistas por dia. Um dado muito interessante é que, na zona central, há mais bicicletas do que habitantes.
Além disso, estima-se que 63% do parlamento dinamarquês pedale todos os dias para o trabalho.
Essa preocupação com a emissão de poluentes existe porque a smart city tem uma meta ousada: até 2025, Copenhague quer ser a primeira capital do mundo neutra em carbono.
Cidades inteligentes no Brasil
As cidades inteligentes no Brasil estão avançando aos poucos. No ranking das 165 principais Smart Cities do mundo, divulgado pelo IESE Bussiness School, ocupamos 6 posições.
São Paulo (116ª)
Rio de Janeiro (126ª)
Curitiba (135ª)
Brasília (138ª)
Salvador (147ª)
Belo Horizonte (151ª)




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