Iniciativa de reflorestamento de Sebastião Salgado
- majutavares
- 12 de nov. de 2019
- 2 min de leitura
O famoso fotógrafo mineiro Sebastião Salgado tem a capacidade de produzir, por ano, 1 milhão de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica.
Ele e sua mulher, a arquiteta Lélia Wanick, criaram o Instituto Terra em 1998 para “reconstruir” a floresta da Fazenda Bulcão, no município de Aimorés, de propriedade da família. Quando o trabalho começou, a área tinha apenas 0,3% de mata nativa. Hoje, são mais de 2 milhões de árvores, em 608 hectares, o maior projeto de recuperação da Mata Atlântica em termos de área contínua do país.
Pela ação, Sebastião e Lélia foram condecorados com a “Homenagem do Ano” do Prêmio Hugo Werneck em 2017, realizado anualmente pela Revista Ecológico.
konow how de 20 anos
Com o konow how de mais de 20 anos adquirido semeando e plantando árvores, Sebastião e Lélia querem compartilhar essa receita vitoriosa com Minas, o Brasil e o mundo. Primeiro ingrediente: vontade, determinação, desejo de contribuir com a causa ambiental.
O segundo é planejamento, uma vez que reflorestar uma área é um trabalho de longo prazo e precisa ser feito dentro de vários critérios técnicos. Nesse quesito, o Instituto Terra pode ajudar, bem como é capaz de fornecer outro insumo fundamental da receita do reflorestamento, que são as mudas.
O diferencial é que as mudas cultivadas pelo Instituto Terra têm alto potencial de sobrevivência quando replantadas. Elas são desenvolvidas em um viveiro criado na Fazenda Bulcão, trabalho coordenado por uma equipe de técnicos e especialistas.
A diretora-executiva do Instituto Terra, Isabella, lembra que no primeiro ano de plantio de árvores na fazenda, no final dos anos 90, do total de mudas plantadas, fornecidas pela companhia Vale, perto de 90% morreram. No segundo ano esse percentual caiu para algo em torno de 80%, no terceiro para 50%. Hoje, de acordo com ela, as perdas são muito pequenas.
Com seus dois milhões de árvores, a área serve de abrigo para 172 espécies de aves (seis delas ameaçadas de extinção), 33 de mamíferos (dois deles em extinção no mundo e três em extinção no Brasil), 15 de anfíbios e outras 15 de répteis. E hoje é um refúgio seguro para animais que estão no topo da cadeia alimentar, como a jaguatirica, um sinal claro de que o ecossistema está em perfeito equilíbrio por lá.





Comentários